Ensaios de Luminotécnica com Refletores LED

Um serviço que está se tornando padrão (que realizamos desde 2010), é o ensaio de luminotécnica aplicado a refletores LED.

Com a evolução do mercado, muitos modelos diferentes entraram na briga pela preferência dos consumidores.

Não só o design evolui, como requisitos de qualidade e eficiência luminosa também. Classes distintas de proteção contra chuva, isolamento elétrico, vida útil, e até mesmo certificação nacional INMETRO, tornaram um pouco confusa a escolha entre diferentes modelos, para diferentes aplicações e segmentos.

Se 3 anos atrás ainda se faziam testes comparativos entre diferentes tipos de lâmpadas, hoje estes testes envolvem diferentes modelos de refletores LED, que teoricamente oferecem a mesma potência elétrica, e sabemos serem todos oriundos da ásia.

Existem exceções, que atendendo requisitos logísticos, importam componentes, e fazem a montagem em território nacional. Vejamos as vantagens disto:

1) O chipset LED É o componente crucial. Variando sua eficiência luminosa entre 70 a 120 lumens/watt, é fabricado na China em larga escala. O motivo não são apenas os baixíssimos custos industriais; quase 90% das reservas de metais de terras raras são controlados por eles. Korea do Sul e Japão, aparecem em seguida com menos de 30% do mercado.

2) Os circuitos eletrônicos da fonte que controlam a parte de potência, começaram a ser "nacionalizados" por alguns países. Em alguns casos o motivo foi (desconfiança) a presença de tantos componentes integrados na fonte que deveria apenas chavear 85-260V para os 12-36V de operação ideal do chipset. Em outros casos, a base industrial instalada permitia ganhos financeiros na substituição, quando comparados aos custos alfandegários e logísticos.

3) O case (gabinete) externo, normalmente fabricado em alumínio ou chapas de aço, e com frágeis visores de vidro, representava 90% do peso do conjunto. Adicione os custos de frete (onde o peso pesa significativamente) + impostos (inclusive sobre o frete), que a fabricação local será quase um imperativo. E possíveis custos de patentes sobre design são inexistentes, pois não são componentes "inovadores".

Primeiro sintoma desta gradual substituição, foi uma vertiginosa queda de preços.

Em nossas aquisições, considerando a relação potência/preço, em um intervalo de 4 anos, pagamos 88% a menos em nossa última compra (JAN/16).

É significativo. Mas e a qualidade ? Onde ela reside de fato ?

Nossas respostas vieram dos testes de campo + buscas de preços de concorrência públicas. E suscitaram novas perguntas:

- Por que o preço médio (apurado em portal de licitações públicas) para um refletor de 100w LED com todas as certificações imagináveis custa 4X mais que os encontrados na Santa Ifigênia (SP) ?

Resposta: Alguns refletores estão sendo vendidos para Prefeituras com SVA (Serviços de Valor Agregado) embutidos no preço. São contratos licitatórios que sabiamente exigem dos fornecedores também a mão de obra para instalação e substituição dentro da garantia mínima de 4 anos. Não é qualquer empresa que pode dispor de um caminhão com elevador para se alcançar os 6~8m do poste (sem falar no aterro do flamengo no Rio). E isto tem um custo.

- Mas no caso de quadras poliesportivas e galpões particulares, por que a flutuação ainda é grande (mais de 3x entre dois produtos similares) ?

Resposta: Desconhecimento de direitos e normas. De acordo com a LEI FEDERAL 13.175/2015 - que acrescenta ao art.2o da Lei no 10.962, de 11 de outubro de 2004, que dispõem sobre a oferta e as formas de afixação de preços de produtos e serviços para o consumidor, para obrigar a informação do preço por unidade de medida na comercialização de produtos fracionados em pequenas quantidades. Será que o consumidor sabe que a unidade de medida lumens/watt é essencial para sua avaliação de compra ?

Ainda observando normas, a NBR5413 estabelece padrões de iluminação conforme diferentes ambientes e funções do trabalho. Estes padrões estão expressos em LUMENS...

... fato que nos levou a adquirir um equipamento de medição, que nos permitisse fazer ensaios técnicos para comprovar as informações fornecidas pelos fabricantes.

Descobrimos onde residia a qualidade !

O primeiro "truque" que desmascaramos, foi verificar se a quantidade de lumens informada na embalagem coincidia com as medições realizadas NAS CONDIÇÕES DE USO. Resposta: 100% não coincidiram (...) A "pirâmide" de luminância, apareceu em alguns websites de fabricantes internacionais, e mesmo assim, em condições de uso (tensão e temperatura brasileiras), os resultados se afastaram mais de 10% (que seria a margem de erro) dos nominais.

Outro fator que influencia bastante: A temperatura de operação. Se na China, Europa e USA, a temperatura média fica entre 10 graus Celsius (à noite), no Brasil ela fica em 20 graus Celsius, chegando a mais de 30 em alguns locais e épocas do ano. O resultado ? que curva de luminância cai sensivelmente, mesmo em equipamentos nacionalizados. Não adianta falar que o Chipset é de 1a linha, que atinge mais de 110 lumens/watt, se as condições ambientais alteram as condições de laboratório.

Por isso, se Você deseja utilizar alguns destes modelos abaixo, e certificar-se de QUANTO realmente estará economizando, QUAL o real prazo de amortização de seu investimento, e QUANTOS lumens efetivamente passará a dispor AONDE, pode nos contactar que temos motivação em ajudá-lo.

A remuneração pelos serviços e laudos que forem prestados, será mais uma forma de manter este Portal com informações úteis a todos.

Fábio José de Carvalho Teixeira
Webmaster e Gestor do Portal.

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